A Diversidade Musical No Rock In Rio e a Reação do Público
De
2 a 11 de setembro deste ano, acontece no Rio de Janeiro a nona edição
brasileira do Rock In Rio ( festival que
também tem suas edições em, Lisboa Madri e até uma em Las Vegas em 2015). Neste ano, entre as atrações estão as estrangeiras
Iron Maiden, Dream Theater, Megadeth, Guns N’ Roses, Green Day, o oitentista
Billy Idol e a caçula Måneskin. Das nascidas no Brasil, estão a brasiliense Capital
Inicial e a belorizontina, mas internacionalmente
conhecida, Sepultura.
Certamente,
mesmo não gostando de uma ou mais das atrações citadas, a maioria concorda que
elas representam perfeitamente o estilo musical que está no nome do festival:
rock. No entanto, mais uma vez os organizadores do Rock In Rio causam polêmica
por incluírem nas apresentações do festiival, artistas que, para os roqueiros, não
fazem jus ao nome do evento. Entre os odiados pelos fãs do eterno Rock ‘N Roll
estão Jason Derulo, Justin Bieber, Demi Lovato, Glória Groove, Ivete Sangalo e
Ludmila.
A crítica à diversidade musical no Rock In Rio
já acontece desde sua primeira edição em 1985, quando bandas e cantores como Queen,
Iron Maiden, Whitesnake, AC/DC, Rita Lee e Barão Vermelho dividiram o festival
com nomes como Alceu Valença, Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Ivan Lins, Al
Jarreau e George Benson.
Essa
variedade de estilos musicais tão diferentes em um só festival é, sem dúvida, financeiramente
positiva para seus organizadores, no entanto pode trazer consequências
desagradáveis para alguns artistas. Carlinhos Brown, por exemplo, na edição de
2001, recebeu vaias e garrafadas durante sua apresentação no mesmo dia em que
iriam se apresentar Guns ‘N Roses, Papa Roach e Oasis. Porém, ele não foi o primeiro a ser humilhado
pelo público no festival. Dez anos antes, o mesmo ocorrera com Lobão.
Ao contrário do ex-genro de Chico Buarque e
Marieta Severo, que é incluído em categorias musicais como MPB e Axé, Lobão faz parte do cast do Rock
Nacional desde a década de 1970. Tocou bateria nas bandas Vímana e Blitz, antes
de ser o frontman de Lobão e Os Ronaldos e, posteriormente, lançar-se em
carreira solo. No entanto, na segunda edição do Rock in Rio, em 1991, seu currículo
não impediu que nele fossem lançados pilhas, latas e copos. O motivo? Ele,
simples e corajosamente, aceitou tocar no Dia do Metal entre as apresentações
do Seputura e do Judas Priest.
Embora
não tenham sido atacados com objetos, outros músicos também foram humilhados ao
se apresentarem no Rock In Rio. É o caso de Ney Matogrosso,Kid Abelha e Os
Abóboras Selvagem, e Erasmo Carlos, vaiados em 1985.
Por
fim, mais recentemente, na edição de 2011, a banda Glória que, assim como Lobão
vinte anos atrás, se apresentou no Dia do Metal, teve que usar várias
estratégias para minimizar as vaias e os palavrões que recebiam do público. A
diferença entre Glória e Lobão é que a banda de Mi Vieira, que já teve até o
baterista Eloy Casagrande (atual Sepultura) como um de seus integrantes, toca
um subgênero do metal (metalcore). No entanto, muitos a classificam como uma banda
emo, e tal estilo não é muito aceito pela maioria dos roqueiros, principalmente
por muitos metaleiros, que acham que rock é só Heavy Metal e suas vertentes.
Contudo,
não são apenas alguns (vários) metaleiros que acham que seu estilo favorito é o
único representante do rock. O mesmo defende os fãs do rockabilly, do punk
rock, da new wave, do gótico e dos demais subgêneros do rock. Isso nos remete a
uma pergunta, já feita por Humberto Gessinger em “O Papa é Pop”: afinal, o que
é Rock ‘N Roll?
Quer saber a resposta? Então, não deixe de me acompanhar
aqui no blog e na minha página no Instagram as futuras postagens sobre musica
em geral. Certamente, em uma delas, responderei a pergunta de Gessinger.
Abraços...
...e música para todos!
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